Vídeo – “Contra Fluxo” – 2024
Vídeoinstalação “Cidades” (projeção dupla e blocos de gelo)
Local: Sesc Palladium, Belo Horizonte, MG (Exposição de Inauguração)
A videoinstalação “Cidades”, apresentada na inauguração do Sesc Palladium em 2011, foi uma obra que investigou a percepção do tempo através do contraste entre os ritmos urbanos e o fluxo da água. O projeto propunha uma reflexão sobre a aceleração da vida moderna em oposição ao fluxo contínuo e orgânico da água, utilizando o gelo como um corpo efêmero que tornava a passagem do tempo visível e material.
Ao entrar no mezanino do Sesc Palladium, o espectador encontrava vinte blocos de gelo espalhados pelo ambiente, criando um percurso frio e úmido. Ao final do espaço, duas projeções de vídeo eram exibidas em paredes opostas: uma apresentava cenas da correria e da pulsação da cidade, enquanto a outra mostrava a água como um fluxo incessante e perpétuo.
O elemento central da obra eram grandes blocos de gelo de 1,20m de altura, posicionados em frente aos projetores. As imagens dos vídeos eram projetadas através desses blocos, fazendo com que a representação da cidade e da natureza fosse constantemente refratada, distorcida e transformada à medida que o gelo derretia ao longo da exposição. O derretimento do gelo funcionava como um relógio, esculpindo a passagem do tempo de forma literal.
A obra não era estática; ela se desfazia diante do público, marcando a impermanência e a dissolução da fronteira entre o sólido e o líquido, o urbano e o natural. “Cidades” foi, portanto, uma experiência sobre a materialidade do tempo, questionando como percebemos nosso próprio ritmo em um mundo em constante fluxo e dissolução.




Vídeo “Atman“
Atman” é um projeto para uma vídeo-instalação, ainda não executado, que propõe uma reflexão sobre a existência do indivíduo em uma sociedade que atravessa uma profunda crise de valores. Utilizando o termo em sânscrito “Atman” (sopro vital ou alma), a obra explora um sentimento de perda e desorientação do “ser e estar” no tempo atual, frente a um consumismo global e suas consequências. Concebida para um espaço triangular de aproximadamente 20m², a instalação consiste em três canais de vídeo e áudio. Os vídeos, com duração de 12 minutos, são compostos por uma justaposição de imagens de vídeos da internet que abordam temas como natureza, tecnologia, destruição, consumismo e beleza, criando um ambiente imersivo e inquietante.
Vídeo “Fôlego II” – 2010
Vídeo – “Rizomas III“
Vídeo “Retratos de Família” – 2010
Instalação – “Rizomas” – 2008
Trabalho Premiado na IX Mostra da Escola Guignard – UEMG
Mídia: Instalação (colagem de 1000 impressões a laser e pintura sobre parede) Dimensões: Aproximadamente 24m².
A instalação “Rizomas” ocupava uma área de aproximadamente 24m², onde a parede foi coberta por um denso mosaico de 1000 imagens de fotografias de Belo Horizonte e retiradas da internet, em preto e branco, impressas a laser. Sobre e ao redor dessa massa de informações, uma pintura se espalhava como uma trama orgânica, conectando diferentes pontos da colagem e alterando a percepção do espaço arquitetônico. O trabalho partia do conceito filosófico de rizoma para explorar a forma como contextos se organizam em uma rede indissociável. A estrutura não hierárquica da obra refletia um sistema onde cada parte se conecta ao todo, e o todo se mistura em cada parte, sem um centro ou uma origem definida. As 1000 imagens funcionavam como os nós dessa rede, enquanto a pintura representava as linhas de conexão, o sistema de trocas que une memórias, lugares e ideias. A instalação foi concebida para ser uma experiência corporal e participativa. O espectador era convidado a se aproximar para decifrar os pequenos fragmentos de informação e a se afastar para compreender a totalidade da rede pintada.




Vídeo – “Fôlego I“
Instalação “Rizoma Urbano” – Exposição Onde Vive a Obra” – Escola Guignard / UEMG, 2012
Impressões a laser, pintura e fogo – aproximadamente 15m²
A instalação “Rizoma Urbano” aprofunda a pesquisa sobre redes e conexões, apresentando um retrato visceral da cidade de Belo Horizonte como um corpo vivo e um palimpsesto de histórias. Sobre um denso mosaico de imagens do cotidiano, uma pintura gestual e, crucialmente, o uso do fogo como ferramenta pictórica foram aplicados para criar uma superfície texturizada. O fogo agia sobre as imagens, degradando-as e adicionando uma camada de fragilidade e violência à obra, que representava as trocas, os ruídos e as cicatrizes da vida urbana.



